Acrescentei hoje, sem a permissão da blogueira, um link de referência: meucadernodonepal. Um dos posts que nele se encontram me trouxe muitas reflexões. “O irreversível”. Eu nunca havia pensado como sempre que alguém que nos foi próximo morre, morremos também.
“Nós morremos, pois nunca mais seremos nós com aquela pessoa. A pessoa que eu era quando me relacionava com aquele que morreu, também se foi. O que era único entre nós, tudo que emergia quando estávamos juntos, tudo que eu era quando estava com aquela pessoa, agora é só lembrança. Eu, aquela face de mim, agora é só lembrança.”
Eu já sofri por isso, mas ler o sentimento verbalizado me esclareceu muitas sensações confusas. Morre parte de nós, morre um de nossos “eus”, morre uma de nossas faces.
Mas não só na morte. Já senti isso com exclusões, quando, por motivos quaisquer, retiramos alguém de nossas vidas. Um amigo que ficou distante, ex-amores com os quais perdemos contato, ou mesmo atuais amores que decidimos, forçadamente, afastar dos pensamentos. Quem eu fui com essas pessoas também se vai, se perde, se esfria. Morre a pessoa e morro eu. O doloroso, porém, é que ambas estão vivas.
(O blog em questão é escrito por Heloisa Greco, minha irmã.)
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