Tem uma época na vida em que a gente gostar de dizer “Sou assim e quem quiser que me aceite como sou”. Grande bobagem. O mundo não se define por nós contra todos. O mundo nada mais é do que nossa relação com ele.
Primeiro porque, ensimesmado, jamais descobriria quem você “é”. Muito menos a grande quantidade de “eus” que você pode suportar e que devem, em sua diversidade, ser conservados – com um centro em comum, de preferência.
Além disso, essa afirmação subestima o prazer que é adaptar-se ao outro. Qualquer que seja ele. Uma vez abertos a isso, podemos nos desvencilhar de manias burras, hábitos pouco saudáveis ou radicalismos desnecessários. E estaremos, finalmente, abertos ao outro.
