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Sobre o texto do americano que fala mal do Brasil.

http://www.lerdetudo.com/20-motivos-que-levaram-norte-americano-a-odiar-o-brasil-causa-polemica-na-web-confira/

Em primeiro lugar, mostro aqui que discordo da maioria. Em segundo lugar, foi bastante deselegante da parte dele criticar o país dessa forma. Aos que leem, não façam isso ao visitarem outros países. Não é legal.

  1. Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me “, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.

– É do ser humano se lembrar mais das experiências ruins do que das boas. Se você encontrar dez pessoas e sete te tratarem bem, você se lembrará das três que foram mal educadas. Isso pode gerar uma impressão distorcida. (fatos de pesquisa: Bad Memories Stick Better Than Good http://www.livescience.com/1827-bad-memories-stick-good.html )

Pessoalmente, nunca me xingaram porque pedi pra abaixar o som, e nunca o fiz quando me pediram. Muito generalizado. Também vejo pessoas pedirem licença e desculpa nas ruas e nos ônibus.

Aliás, achei esse ponto irônico. Ao mesmo tempo que ele reclama que os brasileiros o trataram mal, há uma opinião inversa dos brasileiros em relação aos estrangeiros serem sempre melhores. Já percebi muita gente supervalorizar estrangeiros, achar são melhores, mais honestos e mais educados.  

O brasileiro é, no geral, um povo acolhedor e simpático. Sim, todos nós temos os momentos de tensão, podemos xingar o outro, esbarrar sem pedir desculpas, mas isso é do ser humano – não necessariamente do brasileiro. Outras visões sobre o mesmo ponto:

Brazilian surveillance câmeras capture random acts of kindness. http://youviewed.com/2014/01/21/a-change-of-pace-brazilian-surveillance-cameras-capture-random-acts-of-kindness/

Gentileza brasileira atrai estrangeiros para o país:  http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/11/gentileza-brasileira-atrai-estrangeiros-para-o-pais.html

2.Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.

Há sim oportunismo. A agressividade eu diria em termos. Raramente fazem fila para ônibus, mas quando fazem, a fila é respeitada. Nunca vi o contrário. Mas normalmente as pessoas ficam no ponto e quando o ônibus chega, sobem aleatoriamente. Claro que já vi uma pessoa ou outra, mas a questão é colocar como regra. Juro que não percebo algo diário de pessoas se matando pra entrar no ônibus, e vivo isso diariamente (nunca tive carro).

3. Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.

– Desperdício de recursos naturais é verdade. Mas não despejamos grandes quantidades de lixo em qualquer lugar. Tem uns babacas sim que jogam papel na rua sem procurar uma lixeira, mas já vi muita gente chamar a atenção e recolher o lixo desses porcos. Aliás, se é pra comparar, peguei metrô em Londres que tinha até resto de sanduíche no banco. Enquanto:

http://www.virtualtourist.com/travel/South_America/Brazil/Estado_de_Sao_Paulo/Sao_Paulo-1500790/Transportation-Sao_Paulo-Metro-BR-1.html (“Don’t be afraid to use the subway in sao paulo, it is very clean, efficient, safe and the stations are easy to find. “)

Metrô de São Paulo é mais limpo que o de Nova Yorkhttp://noticias.r7.com/jornal-da-record/noticia/metro-de-sao-paulo-e-mais-limpo-que-o-de-nova-york/

4. Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.

–  Em partes. Existe corrupção – concordo totalmente. Toleramos – não exatamente. Vejamos: Quantos países fizeram Impeachment de presidente? Vão dizer que o passado não conta, mas a história do país é sim relevante para a discussão. Se não caímos em ignorância dos fatos (o que esse americano tem de sobra é desinformação). Os movimentos de junho estão aí pra mostrar que o povo não engole. Nem tantos países prendem seus próprios políticos por corrupção.

– Outro ponto importante (especialmente para os brasileiros que concordam com o americano) Atenção para o trecho “é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países”. Quando:

Os 20 países mais corruptos do mundo – http://economia.uol.com.br/noticias/infomoney/2013/12/04/conheca-os-paises-mais-e-menos-corruptos-do-mundo.htm

Pasmem: O Brasil não aparece na lista!

Sim, “a maioria dos outros países” não é Europa e Estados Unidos. Tem um mundão aí fora.

5. As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.

– Discordo. Há sim uma preocupação com o físico, mas “excessivamente obcecadas” é demais. E depende muito do lugar onde ele morou. Dizem que no rio de Janeiro a preocupação é mais visível (nunca morei lá, só ouço falar). Mas em Minas Gerais e São Paulo (onde morei) acho bem saudável essa atenção. Vaidade, sim. “obsessão excessiva”, não.

6. Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.

– Concordo. Até porque foi a primeira vez que ele generalizou menos, dizendo “altamente propensos” e não “todos sem exceção são infiéis”. Então concordo.

7. Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.

– Discordo. Franceses são mais diretos e sinceros. O brasileiro, se é pra falar a verdade, é mais capaz de fingir simpatia do que ser sincero face a face.

8. Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.

 – Os prestadores de serviço que representam a classe C, D e E são as pessoas mais trabalhadoras, que mais ralam no país. Podem até falar da má qualidade dos serviços, mas falar em preguiça e malandragem é o cúmulo da falta de conhecimento.

9. Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.

– Concordo em partes. Todo o início ok, verdade, mas insensíveis com o próximo é bem generalizado também. Todos? Ninguém ajuda ninguém? Como ele pode afirmar isso?

10. Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.

– Em partes. Em uma mesa de bar é verdade – mas até aí acho isso legal, não um defeito. Mas em reuniões de trabalho é muito mais comum esperar o outro falar.

11. A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.

– Em partes. É uma reclamação generalizada clássica, incitada pela insegurança que o brasileiro sente (com razão). A ausência policial é grande, porque a violência é absurda. Mas não é que não fazem nada, não prendem ninguém. Senão os presídios não estariam lotados, não é mesmo? Ou a polícia boa é a australiana e inglesa, que matam o cara que roubou uma bolacha, ou estava pegando o metrô? A polícia brasileira é realmente violenta, mas infelizmente isso também  não é “privilégio” só do Brasil.

12. Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante.

– Em partes. A burocracia é alta e desnecessária mesmo, mas a tolerância é relativa. Mas vou manter a concordância.

13. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.

– Concordo.

14. Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser herméticamente isoladas ou incluir dutos de ar.

– Discordo. Em lugares muito quentes a maioria tem ar condicionado sim, como Cuiabá ou Rio de Janeiro. Mas é algo particular, não acho que seja função do governo prover ar condicionado, até pelo gasto de energia. Não é como na Rússia, onde o aquecimento interno protege o cidadão da morte. Quem quer, pode ter (não falo só em pessoas ricas. Quem quer faz o esforço e em vez de um iphone, compra um ar condicionado).

15. A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.

– Discordo totalmente. Aliás, nem é questão de discordar, nem faz sentido esse item. Isso é qualidade. Saúde.

16. Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.

– Discordo. Novamente, isso é qualidade, ser sociável.

17. Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.

Discordo. Esse cara é um sociopata. Novamente, qualidade.

18. Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.

– Concordo 90%. Internet sim, cara e ruim. Mas a eletricidade é um serviço ruim? Não entendi. Falta luz quando chove, mas até aí em outros países também acontece.

19. A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.

– Discordo. Existem Programas de Avaliação das Águas que tem dificuldade de análise em certas regiões do país. Também é verdade que o Brasil apresenta doenças como cólera por mal tratamento da água. Mas, no geral, a água tratada é confiável e pode ser bebida tranquilamente.

20. E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.

– Discordo. É uma questão cultural, beber  cerveja mais “aguada” pois é mais leve, gelada e podemos tomar no sol. E por longo período de tempo. Tenta sentar meio dia num boteco na calçada e tomar uma ale até de noite. Possivelmente não aguentará, pois estufa, ou cairá bêbado  antes de anoitecer. O hábito do brasileiro é de bater papo por horas seguidas, com a cerveja acompanhando. Para os apreciadores, existem cervejas boas e encorpadas brasileiras. Ou seja, é realmente cultural, não por incapacidade de produção.

Como eu disse, achei bastante petulante desse americano fazer essas colocações incosistentes.  Mas o pior é o brasileiro pessimista que concorda e não vê o lado generalista dessas afirmações. No facebook, fui quase apedrejada (ali sim estavam os brasileiros grosseiros, não nas ruas e nos ônibus). A leitura atenta está em falta.

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Too few to mention

Tenho 30 anos e algumas experiências.  Fiz ginástica olímpica. Viajei, competi, recebi medalhas (poucas, mas significativas). Morei e cresci no melhor lugar do mundo.  Fiz primeira comunhão. Estudei em colégio particular. Estudei em colégio público. Estudei com brancos, pobres, negros, ricos.  Fiz capoeira. Morei no interior. Morei na capital. Morei na maior cidade do país. Morei no exterior. Viajei pra praias e cachoeiras. Subi picos, já até escalei. Estudei em faculdade particular. Estudei em faculdade pública. Morei na Sibéria. Fiz pesquisa com quilombolas e reassentados no sertão de Minas. Li relativamente bastante. Vi muitos filmes.  Escrevi uma dissertação. Viajei pra Europa.  Casei. Conheci lugares na América Latina e Caribe. Conheci pessoas com diversas histórias de vida.

Muita coisa que me acrescentou, me ensinou e me formou.

Então por que, por que sinto que sei tão pouco e fiz tão pouco?

O assovio dos chatos

Seguinte. Já li “O apanhador no campo de centeio”, em português, quando era adolescente.  Mas sei lá. Não me tocou um quinto do que a versão em inglês (“The catcher in the Rye”) tem feito comigo hoje.

Depois de ler várias vezes – em seguidos dias – o mesmo trecho, não vi saída a não ser postá-lo (leia-se: torná-lo mais facilmente acessível a mim mesma)

(Pg 123) – Holden Cauffield conta que morou, por cerca de 2 meses, com Harris Macklin, um típico ‘chato de galochas’. Ele diz que o cara é chato (bore), em vários sentidos, mas assoviava como ninguém. Podia assoviar de música clássica a jazz – e isso o encantava. E assim ele conclui o pensamento (Pg 124):

“So I don’t know about bores. Maybe you shouldn’t feel too sorry if you see some swell girl getting married to them. They don’t hurt anybody most of them, and maybe they’re all terrific whistlers or something. Who the hell knows? Not me.”

É foda ou não é?

(ATTRIBUTION: Salinger, Jerome David. The narrator (Holden Caulfield). The Catcher in the Rye, USA: Little Brown and Company. [1951], 1991.)

Versão em português: Tradução

“Por isso, tenho minhas dúvidas quanto aos chatos. Talvez a gente não deva sentir tanta pena de ver uma garota legal se casar com um deles. A maioria não faz mal a ninguém e talvez, sem que a gente saiba, sejam todos uns assoviadores fabulosos ou coisa parecida. Nunca se sabe…”

Porém, em vez do “Nunca se sabe” o que mais gosto é que na conclusão original ele finaliza, mais literalmente, com algo assim: “Quem vai saber? Não eu”.  – É isso que me mais me encanta.

Da série “eu queria ter feito isso”. Impossível não sorrir junto.

Deveríamos fazer isso mais vezes! Não só com os motoristas, mas com todas pessoas ao redor. Quem sabe?

Fica a tentativa.

Eu, você e meus eus

Tem uma época na vida em que a gente gostar de dizer “Sou assim e quem quiser que me aceite como sou”.  Grande bobagem. O mundo não se define por nós contra todos. O mundo nada mais é do que nossa relação com ele.

Primeiro porque, ensimesmado, jamais descobriria quem você “é”. Muito menos a grande quantidade de “eus” que você pode suportar e que devem, em sua diversidade, ser conservados – com um centro em comum, de preferência.

Além disso, essa afirmação subestima o prazer que é adaptar-se ao outro. Qualquer que seja ele. Uma vez abertos a isso, podemos nos desvencilhar de manias burras, hábitos pouco saudáveis ou radicalismos desnecessários. E estaremos, finalmente, abertos ao outro.

Se pensarmos bem, seria possível escrever muitos posts sobre elevador. A possibilidade de troca social que nele acontece é incrível!

Então, para complementar o post anterior incluo um video muito inspirador. Ele sugere algumas ações para quem gosta de se divertir – ou se fazer de louco.

O troco

Essa semana fui acometida pela lembrança de um caso que aconteceu há alguns anos e que, sempre que nele penso, me enche a alma de esperança e os olhos d’água.

Eu não estava. Eram minhas mãe e vó sentadas em um bar no shopping quando uma menina, de uns 5 ou 6 anos, se aproxima para pedir um trocado para comprar uma coxinha. Cena clássica e até aqui, infelizmente, nada de novo. Como temos o hábito de não recusar comida, e com a confiança de que o destino dos reais seria mesmo aquele, elas deram.

Poucos minutos depois retorna a menina à mesa, explicando que comprou um pão de queijo porque era mais barato, por isso foi devolver o troco. Acreditam? Devolver o troco! Claro que as duas se emocionaram instantaneamente. Tem como ser diferente? Em resposta, disseram à menina que ficasse com o troco e comprasse algumas balas. A criança agradece e não tarda a voltar uma terceira vez, para oferecer as balas compradas.

Ah, como essa menina nos traz reflexões sobre a verdadeira necessidade das pessoas, a honestidade dos que nos pedem e a nossa desconfiança em relação a eles. Nos momentos de grande pessimismo, pensar em gente assim pode trazer de volta a sensação de que o mundo tem jeito. Ah, se tem!