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Archive for setembro \27\UTC 2007

ovos1.jpg

Um ótimo exemplo de criatividade promocional. 

O produto é o barbeador Wilinson Quattro  Titanium. Adesivos foram colados nos ovos, e dentro das caixas vendidas em supermercados. Aconteceu na Inglaterra.

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Tédio

Há muito tempo tento entender o tédio. Tédio é uma palavra forte, não é um simples estado de preguiça. Não é também simplesmente falta do que fazer. É estar irritado por não ter o que fazer, mas também não ter disposição para mudar isso. É não saber se quer a luz apagada ou acesa, não saber se está com vontade de ficar em pé ou sentar-se. E ainda assim, quando descobre a vontade, não querer fazê-la. É não conseguir falar com nenhum dos seus amigos, é não saber se viaja no fim de semana ou se fica em casa, querer a opinião dos outros e ao mesmo tempo achar que tais opiniões serão inúteis. É tentar descobrir algo a mais da vida, não apenas a respeito da luz acesa, mas sobre como você se conhece e até onde suas escolhas fazem jus ao que pensam sobre você. Se eu sou uma pessoa que gosta de ficar sempre sentada, o tédio me faz ficar na dúvida entre sentar ou permanecer em pé, o que me remete à dúvida a respeito de quem sou eu. Isso é o que mais me irrita. A profundidade que coisas tão simples alcançam. Não gosto de me aprofundar em assuntos banais, mas às vezes penso que nada é realmente banal. Esse tipo de filosofia é característica do tédio. Quando se está entediado só se pensa, e pensamentos que não nos levam a lugar algum. Parece estar fora do meu alcance mudar meu dia, que ele será essa tarde perdida seguida de uma noite tediosa. Paralelamente, eu sei que sou a única capaz de mudar todo o percurso do meu presente. De ser criativa e pensar em coisas pra fazer. Olho para o livro na minha cabeceira, e não começo a lê-lo por falta de atitude. Penso em cozinhar, em ir ao supermercado, em tomar um banho, muitas coisas que posso fazer. Mas simplesmente não as faço. Penso em todas por vários minutos, e quando percebo já é noite, e perdi meu dia pensando no que fazer, entediada. 

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Publicitrash

A propaganda no Brasil é considerada uma das melhores do mundo. Esse resultado não foi alcançado por mero acaso, temos profissionais excelentes atuando no mercado.

Paralelamente, ainda temos muitas propagandas ruins. Claro, em qualquer mercado temos profissionais bons e ruins, normal. Mas eu esperava que esse quadro de horrores diminuísse ao longo dos anos. Temos tantos comerciais criativos para nos inspirar, e no processo de veiculação de um comercial avaliam a propaganda, pelo menos: a criação, o diretor, o atendimento, o cliente. Assim, pelo menos um desses deveria ter um senso crítico mínimo para colocar no ar um comercial.

Pois bem, ontem assisti pela quarta vez o comercial do Tixan Ypê. Pra quem não viu, eis o resumo:

Um mulher com aparência neutra – nem dona de casa, nem dondoca – observa as prateleiras de um supermercado com diversas marcas de sabão em pó, com cara de “que sabão comprarei?”. E outras duas moças, sem dúvida nenhuma, já retiram seus respectivos Tixans e os depositam nos carrinhos. Nisso, duas prateleiras se separam e dão vista a um palco com mil holofotes e enormes bolas brancas no teto. Ao fundo um telão gigante com anúncios do sabão, que vão mudando de cor e várias dançarinas com caixas de tixan na mão…e pra ficar melhor, entra a Daniela Mercury com uma blusa dourada e prateada, dançando e cantando um axé com a letra sobre o sabão Tixan Ypê. Ao terminar o show de motivação às donas de casa, a nossa mocinha do início do comercial se decide, pega om Tixan Ypê da prateleira com um sorriso (lógico) e vai embora dançando. *

Gente, eu sei que possuo um perfil com ligeira tendência à crítica exagerada,(mas elogio nas mesmas proporções) mas esse comercial me fez reservar minutos do meu precioso tempo para fazer um apelo aos publicitários brasileiros: “Por favor, já bastam as do Guaraná Dolly!”.

*Para assistir ao vídeo, CLICA!

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Anti-fábula

A menina andou, andou, até que encontrou a tartaruga.

– Bom Dia, tartaruga – disse ela

E não obteve resposta.

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Li um conto uma vez que nunca me esqueci, e se tornou meu conto preferido do Livro “Os cem melhores contos brasileiros do seculo”. Quero, agora, compartilhá-lo com meu mundo.

Para ler “A Caolha”, de Júlia Lopes de Almeida, CLICA.

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GGG 3333

Deve ser bom ser rico, né? Ontem à noite vi um Mercedes 2007, enooorme, cinza, com aquele alvinho de capô inconfundível…todo mundo parava pra olhar (brasileiro é foda). Olhei pra placa e reparei: GGG 3333. Pensei que deve ser realmente necessário ter uma placa fácil. É muito grande a chance do dono estacionar seu mercedes e confundí-lo com os carros ao lado!  Ou talvez seja pra quando um amigo disser “ah, vi seu carro estacionado lá na porta do Fasano ontem”, e o dono responder “tem certeza que era o meu? A placa era GGG 3333?”

Todos esses pensamentos em torno de um carro que passou ao meu lado. Sabe como é, quando a gente olha pela janelinha do ônibus, qualquer coisa faz a gente viajar. Algo assim tipo minha xará costumava fazer: transformar cenas banais em contos. Toda essa divagação acabou de repente quando me dei conta de que eu já estava na Rebouças. Apertei o botão e desci apressada, meio perdida. Só quando o ônibus foi embora percebi que eu desci um ponto antes. Tive que andar mais uns 7 quarteirões, pensando “Como deve ser bom ser rico”.

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Zeca-Hora

zecafeira.jpg

Eu honestamente acho essa história de Zeca-Hora, Zeca-Feira, etc, uma grande palhaçada.

Pra começar, nunca concordei com o Zeca Pagodinho ter largado a Nova Skin por que a Brahma ofereceu mais dinheiro. É como trocar de time porque o seu caiu pra segunda divisão. Sou contra vira casacas. (O que não significa que eu não aceite mudanças de opinião – Podem me chamar de contraditória, mas eu vejo muita diferença). Ele tem uma imagem a zelar, é um músico respeitado, e como todo artista, tem que ter seus cuidados com sua imagem.

O artista é a imagem que ele vende. Não importa se ele é um filho bacana, se é um neto amoroso…pra quem vê de fora, importa o que aparece na mídia. Não que eu concorde com tudo o que a mídia faz (muito pelo contrário) mas é o trabalho do artista aparecer, e ele sabe disso. Por isso tem que tomar cuidado, e não sair dando em praias públicas por aí.

Pra mim, essa troca de opinião do Zeca Pagode não ficou legal. Ficou feio pra publicidade, pois mostrou que quem pagar mais ganha a indicação do artista. Tipo voto comprado, mesmo.  Ficou feio pra propaganda e pro cantor.

Enfim, voltando à atualidade, acho que isso não vai pegar. Nem quero que pegue. Sou a favor da ética e transparência na propaganda. Se isso existe? Não sei, mas ninguém nunca morreu por acreditar. 

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