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Archive for maio \28\UTC 2008

Io non ho paura

O filme “Io non ho paura”, de Gabriele Salvatores, é digno de nota. Em português o filme se chama “Não tenho medo”, e tem uma capa que parece de filme de terror, mas não é.

É um drama que discorre sobre a relação de amizade, a relação da família em meio ao que é certo ou errado, coragem, segredos e decepção. Tudo com uma luz clara, cores, risos de criança e uma fotografia linda. Quando o filme acabou eu fiquei olhando pra tela e falando: “MA-RA-VI-LHO-SO”!

 

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Spasibo dlia vsie

Um dia a menina, de 9 anos, viu uma reportagem que mostrava pingüins sendo agasalhados, pois o frio estava mais rigoroso do que o esperado. Ela comentou com o pai, e ele falou que deveria ser “tipo na Rússia”, ou em algum lugar assim. E a menina disse: “Pai, um dia eu quero passar um inverno na Rússia”. E o pai, quase involuntariamente, retrucou: “Você não sabe o que está falando”.

 

Um dia a menina, de 24 anos, desceu do avião, e ao andar pela pista rumo ao aeroporto, teve seu primeiro contato com a neve. Ela apertou o cachecol, abriu os braços e sorriu para o vento frio que fazia voar os flocos brancos.

 

Um dia a menina, de 25 anos, disse: “Pai, um dia você tem que ver como é lindo o inverno na Rússia”.

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Comentário Poliana

Não é bonitinho quando dois ônibus da mesma linha se cruzam e dão uma buzinadinha, tipo dando oi pro irmão?

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O rosto do taxista

Ontem aconteceu uma coisa estranha.

Como de costume, fui pro bar. Encontro de amigas, conversa sobre profissão, vida corrida, sonhos, homens, problemas, nada de novo.  As horas passaram, ficou tarde e eu tinha que voltar pra casa. Como pessoa a pé que sou, minha amiga ligou pra companhia de taxis que ela sempre liga e pediu pra que mandassem algum que aceitasse visa electron, afinal, a modernidade nos escraviza.

O táxi chegou e entrei. Dei boa noite ao motorista, falei pra onde eu ia, expliquei como pegava a rua e ainda dei referências. Eu não estava assim tão longe de casa, mas nem tão perto. No percorrer do caminho, como de costume me distraí, nada de novo. Chegamos na minha rua, avisei, pedi pra que ele fizesse uma baianada, porque meu prédio era do outro lado da avenida, e o carro parou. Ele me entregou a maquininha de visa electron, eu comentei como achei ótimo que agora os táxis têm isso (papo de elevador, mas melhor que falar do tempo), digitei minha senha e enquanto eu esperava a segunda via do comprovante, me ocorreu a percepção: eu não havia, até o momento, visto o rosto do motorista.

O que aconteceu?? Como eu dirigi a palavra a alguém que se encontra no mesmo veículo que eu e nem ao menos olhei no rosto dele ao falar o “boa noite”. Senti um desconforto muito grande e cheguei a demorar um tempo avaliando os traços dele, sem que ele percebesse, como se tentasse me desculpar, me redimir da frieza e impessoalidade que me haviam dominado momentaneamente.

Ele me entregou o comprovante, olhei nos olhos dele e disse: “boa noite.”

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