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Archive for julho \29\UTC 2008

Leitura para Todos

Uma iniciativa bacana foi essa de colocar textos plastificados nos ônibus de BH. Em vez de ficar olhando pra janela pensando na vida, como já faço o dia todo, por que não ler um conto? Esse projeto “Leitura para Todos” ganhou, merecidamente, o prêmio “Viva Leitura 2007”, oferecido pelo Ministério da Cultura.

Eu nunca consegui ler em movimento, fico enjoada só de procurar um cd pra colocar no carro. Mas aquele texto estava pendurado na minha frente, aquelas letrinhas me chamando, não resisti. Li dois e nem fiquei com dor de cabeça. A seleção está excelente, só vi textos bons até hoje. Vou começar a recomendar.

Hoje gastei um tempo refletindo sobre a real situação de “Dilema do Eletropoema de Um Fôlego Só”, do Poeta Lecy Pereira Souza. Acredito que tenha sido baseado em mudanças de canal de televisão. Mas muita coisa se assemelhou à minha situação, de janelinha de ônibus, pela qual tudo passa rápido demais. E não contive o arrepio ao ler “A Condessa Vésper/As memórias de um Condenado”, trecho de Aluísio Azevedo. Fascinante.

Por favor leiam. Não só porque esse textos são lindos, mas leiam tudo, leiam muito, leiam sempre.

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Mon Meilleur Ami

Venho brevemente anunciar o filme “Mon Meilleur Ami” (“Meu Melhor Amigo” – Patrice Leconte, França, 2006). Aluguei porque vi na prateleira e me lembrei de já ter visto um trailer do filme. Por isso gosto de trailers, eles ajudam as pessoas que alugam muitos filmes, como eu. Pois bem, o filme é gracioso do início ao fim. Tem aquele humor francês, que dizem que só os franceses entendem. Eu gosto. Mas no fundo ele é mais drama, e discorre sobre a amizade.

François (Daniel Auteuil) recebe o desafio de sua sócia, alegando que ele não tem amigos, de apresentar seu melhor amigo em 10 dias. Ele aceita a aposta e a partir de então tem um tempo limitado para encontrar um amigo. Cada cena é um aprendizado sobre o que cada um pensa sobre a amizade. A questão é: o que comprova que duas pessoas são amigas? Como resposta surgem diferentes conceitos, diferentes situações, mas o mesmo sentimento. O filme nos leva a questionar quem são nossos verdadeiros amigos, e até onde iríamos por eles. 

É uma sutil reafirmação da antiga idéia de que é difícil ser feliz sozinho.

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Esse texto não é meu, ele foi escrito por Luiz Madureira Campos, de Patos de Minas, em homanagem a um matuto local.  Achei muito lindo e quis compartilhar.

“O matuto falava tão calmamente, que parecia medir, analisar e meditar sobre cada palavra que dizia…
 
– É… das invenção dos hómi, a que mais tem sintido é o abraço.
O abraço num tem jeito dumapruveitá! Tudo quanto é gente, no abraço, participa duma beradinha
O abraço é mió qui quarquer raiz ou ramo qui o Raizêro possa cunhecê
 
Condi ocê ta danado de sordade, o abraço de arguém ti alivia…
Condi ocê ta danado de rarva, vem um, te abraça e ocê fica até sem graça de continuá cum rarva
Si ocê ta filiz e abraça arguém, esse arguém pega um poquim de sua alegria…
Si arguém ta duenti, condi ocê abraça ele, ele começa a miorá… I ocê miora junto tomém
 
Muita gente importante e letrado já tentô dá um jeito de sabê pruquê quié qui o abraço tem tanta tequolonogia… Mas ninguém inda discubriu… Mas iêu sei… Foi um isprito bão de Deus qui mi contô
Iêu vinha andano… pensano na vida, condirrepênti vi um tatuzim pertim do mato… Vi ele cum esses mermo zói qui a terra um dia há de cumê…I ele falô cumigo Falô com a fala quié a merma fala qui ocês cunhece iquiêu tô falano pruceis agora.
Iêu vô contá pruceis  uqui foi qui ele mi falô:
 
O abraço é bão prucausa do Coração…
Condi ocê abraça arguém, fais massage no coração!…
I o coração do ôtro é massagiado tomém! Mas num é só isso, não…
Aqui ta a chave do maior segredo de tudo:
 
É qui, condi abraçamo arguém, nóis fiquemo tudo
é com dois coração no peito!…”

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