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Archive for dezembro \09\UTC 2011

O assovio dos chatos

Seguinte. Já li “O apanhador no campo de centeio”, em português, quando era adolescente.  Mas sei lá. Não me tocou um quinto do que a versão em inglês (“The catcher in the Rye”) tem feito comigo hoje.

Depois de ler várias vezes – em seguidos dias – o mesmo trecho, não vi saída a não ser postá-lo (leia-se: torná-lo mais facilmente acessível a mim mesma)

(Pg 123) – Holden Cauffield conta que morou, por cerca de 2 meses, com Harris Macklin, um típico ‘chato de galochas’. Ele diz que o cara é chato (bore), em vários sentidos, mas assoviava como ninguém. Podia assoviar de música clássica a jazz – e isso o encantava. E assim ele conclui o pensamento (Pg 124):

“So I don’t know about bores. Maybe you shouldn’t feel too sorry if you see some swell girl getting married to them. They don’t hurt anybody most of them, and maybe they’re all terrific whistlers or something. Who the hell knows? Not me.”

É foda ou não é?

(ATTRIBUTION: Salinger, Jerome David. The narrator (Holden Caulfield). The Catcher in the Rye, USA: Little Brown and Company. [1951], 1991.)

Versão em português: Tradução

“Por isso, tenho minhas dúvidas quanto aos chatos. Talvez a gente não deva sentir tanta pena de ver uma garota legal se casar com um deles. A maioria não faz mal a ninguém e talvez, sem que a gente saiba, sejam todos uns assoviadores fabulosos ou coisa parecida. Nunca se sabe…”

Porém, em vez do “Nunca se sabe” o que mais gosto é que na conclusão original ele finaliza, mais literalmente, com algo assim: “Quem vai saber? Não eu”.  – É isso que me mais me encanta.

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