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Archive for the ‘Livros’ Category

Leite Derramado

leite

O último livro do Chico Buarque, “Leite Derramado”, é médio. Ele tentou inovar na linguagem, e conseguiu, mas ficou um pouco confuso. Demorei alguns dias pra ler, não fluiu tanto quanto eu esperava. Também, os precendentes eram bárbaros: devorei “Budapeste” em uma noite, só consegui dormir quando o livro acabou, e o sol nascia.

Bom, sou fã do cara. Mas a sinceridade me obriga a dizer que dessa vez deixou a desejar.

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Sementes no Gelo

 Eu sempre gostei de filmes de terror, mas só tinha lido livros assim na adolescência. Um deles era sobre uma cidade fantasma e outro sobre um E.T que aparecia no quarto do menino a noite. Eu me lembro que adorei, portanto, recentemente, resolvi retomar este tipo de leitura. Fui num sebo com meu tio e ele me presenteou com os 5 livros que escolhi, todos de suspense.

 André Vianco tem uma lista desse tipo de livro. Ficou famoso por “Os sete” e “Sétimo” , sobre vampiros. Prefiro coisas de espíritos, então escolhi e comprei 2 dele. O primeiro que li foi “Sementes no Gelo”.

A história é sobre almas de crianças que não nasceram e foram congeladas, que saem vagando com muito ódio no coração! Não costumo ter medo dessas coisas, mas foi muito legal imaginar as cenas que o livro descreve. Dá pra fazer um filme fácil, os espíritos das criancinhas que atacam a galera…bem legal! A leitura é fácil, mas bastante violenta e macabra. Não vou contar o livro, lógico, mas pra quem gosta desse tipo de coisa, vale a pena.

Sobre os outros livros de Andre Vianco, escreverei algum outro dia. Para o momento, fica a sugestão.

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Carta a D.

Andrè Gorz foi um autor austríaco, seguidor de Sartre, que se tornou famoso por ser um teórico revolucionário na época da repressão e dos acontecimentos da década de 60 na França. Como é dito na aba do próprio livro, ter um livro de Gorz na estante era considerado um “delito especial”, sujeito a “pena especial”. Mas ao contrário de tudo o que o autor já escreveu, seu último livro é de uma sensibilidade nunca esperada pelos seus leitores.

Gorz viveu toda sua vida ao lado de Dorine, sua esposa, que sofria de uma doença degenerativa. Quando a vida de sua companheira chega perto do fim, o autor escreve essa carta contando a história dos dois e declarando seu amor por ela. Afirmando, nesta última escrita, não conseguir viver um minuto sequer sem a presença dela, os dois se suicidam lado a lado no dia 24 de setembro de 2007, meses após terminar o livro.

O incrível foi que ele conseguiu dar um ar nada banal ao romantismo. Nem um pouco meloso, nem um pouco piegas, Gorz declara seu amor com uma força incrível. As lágrimas escorreram do início ao fim da escrita.

Pra quem tem sentimentos, indico. Pra quem não tem, recomendo.

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Quero ser Holly Golightly

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Não que eu queira levar a vida que ela levava exatamente, mas ela tem aquele encanto peculiar que não se vê em qualquer mulher. É descrita como portadora de uma imensa beleza, apesar de um ligeiro estrabismo. Detentora de um charme inegável e uma presença envolvente, apesar dos surtos de pouca inteligência. Tendo características que espantam os homens, como falar desembestadamente, ela encantava a todos e os reunia ao seu redor. Independente, ela não se apega a ninguém nem precisa de ninguém. Saiu do interior onde roubava leite e ovos, até enriquecer na boemia. Mulher da noite, mas sempre com classe.

Para saber mais sobre Holly Golightly, leiam “bonequinha de Luxo” (Breakfast at Tiffany’s – Truman Capote), livro que gerou o filme protagonizado pela belíssima Audrey Hepburn, em 1961. Não vai te acrescentar muita coisa, mas eu recomendo.

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Adeus, Harry!!

Apenas uma notinha para dividir a minha emoção com o fim de Harry Potter. Assim que o primeiro livro foi lançado eu comecei a ler. Aos 15 anos, achei a leitura uma delícia e me apeguei ao pequeno bruxo. Hoje, aos 25, finalizei a coleção, e devorei as últimas 300 páginas em um só dia.

É genial o modo com que a J.K. Rowling conseguiu crescer o conteúdo com a gente. Adorei quase todos os livros (só odiei o quinto). Mas a complexidade dos últimos me reconquistou. O envolvimento político, de como os comensais da morte invadem o ministério e iniciam um governo fascista, tentando dominar as idéias do mundo bruxo e as lutas e mortes mostraram como o leitor cresceu junto com a leitura, que se tornou, ao final, nem um pouco infantil.

Portanto, deixo aqui meu elogio à maneira como a história deste menino bruxo foi conduzida. Um livro tem que ser muito bom para conseguir prender a minha atenção, porque essa proeza não é comum, e estes conseguiram. Agora sinto uma leve melancolia, e me despeço.

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