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Archive for the ‘turismo’ Category

Um pouquinho de Brasil

Para conhecermos um pouco mais das paisagens brasileiras que não aparecem na televisão.

A Ilha de Marajó é situada no estado do Pará, na foz do Rio Amazonas (Região da Amazônia). O acesso à Ilha é por Belém. Durante a colonização era chamada de “Ilha Grande de Joannes”. Agora, Joanes é o nome de uma das mais belas praias da Ilha, em Salvaterra. Ei-la:

Joannes - Marajó
A Ilha é enorme, composta por 16 municípios e possui a maior manada de búfalos do Brasil. As cidades mais turísticas (e mesmo assim, nem tanto) são Salvaterra e Soure. Ótimo pra quem gosta de fugir da urbanização. Vale a pena também algum passeio pelas fazendas ou pelos Igarapés (eu optei pelo último).
As praias não são de água salgada. A maioria é de rio, mas algumas recebem mistura das baías, água do rio e do mar.
Abaixo, as praias Barra Velha e do Pesqueiro (Soure).
Barra Velha - Marajo   Pesqueiro - Marajo
Gosto de conhecer o mundo, mas defendo fortemente a idéia de conhecermos também o Brasil.

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Anti-o-Cristo

cristoboua.jpg

Nó último sábado, em uma mesa de bar (na verdade, era uma mesa de açaí, mas não causaria o mesmo impacto) discuti com algumas amigas a situação da sétima Maravilha do Mundo Brasileira.

Eu já não queria que o Cristo ganhasse. Eu dei minha contribuição, votei nas minhas 7 maravilhas,  mas o Cristo não foi uma delas. Em termos de arte, não consigo comparar o Cristo, apesar de enorme e impactante, com o Taj mahal, a Acrópole e O Colosseo. E muito menos ele ganha das pirâmides do Egito, ou da Catedral de São basílico em Moscou! A vista do Corcovado talvez, mas o que se julga nessa votação não é a beleza natural. Até porque se fosse, existem praias no nordeste que venceriam a disputa.

O que aconteceu foi a campanha massiva para que os brasileiros ufanistas votassem na nossa maravilha, para atrair o turismo. Então, o que aconteceu? O Cristo venceu, e com isso, os brasileiros passaram a ser impedidos de visitá-la. Pois o preço para se subir ao Corcovado é R$ 35,00. Isso mesmo, trinta e cinco reais, para um táxi ou van te levar até o Cristo. Claro, porque agora os carros particulares foram proibidos, só taxi pode subir. Vamos admitir, 87% da população é considerada classe C. (A classe média brasileira é classe C). Ou seja, o povo brasileiro de verdade não tem acesso à nossa Maravilha Nacional. Quanta ironia, não?

No mundo todo, as taxas de ponto turístico não são baratas. Acontece que estes pontos turísticos são normalmente Museus, Parques ou Igrejas. Nunca um monumento ao ar livre cobra esse absurdo. Alguém pagou para chegar perto da Torre Eiffel, da Torre de Pisa ou da London Eye??

Simplesmente perdi a vontade de voltar ao corcovado. Meu movimento ufanista consiste não em votar para atrair turistas, mas em manter-me ao lado da população nacional. Eu poderia pagar esse preço, mas se o resto de Brasil não pode, também não pago.

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evora_capela_dos_ossos_2b.jpg

Não que eu esteja em clima ruim, mas também não estou radiante. No momento, me identifico com a Capela dos Ossos, que certamente vale a pena ser visitada. Fica em Évora, Portugal. A capela foi construída por 3 monges no século XVII, e calcula-se que tenha em suas paredes a ossada de 5.000 pessoas, incluindo o esqueleto inteiro de um adulto e uma criança.  A idéia era lembrar a todos que a vida é passageira. Se pensarmos em todos os emails viva-a-vida-intensamente que recebemos todos os dias, a mensagem não é diferente. É pra lembrar que as coisas que acontecem aqui podem ser pequenas comparadas à toda a vida eterna que a crença prega, e para nos prepararmos, aproveitando esta vida ao máximo, porque ela um dia acaba. Enifm, esta é a minha leitura moderna da capela.

Para isso os ossos formam todas as paredes e os crânios enfileirados criam um tipo de decoração peculiar. Mais um detalhe interessante: Na entrada da capela lê-se os dizeres “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. (Pra quem não assistiu “Nós que aqui estamos por vós esperamos”, eis a dica)

E se passarem por lá, não deixem de aproveitar a rota para conhecer os misteriosos Cromeleques de Almendre. Mas essa é uma outra história.

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